quinta-feira, 8 de julho de 2010

Ditadura da chapinha

- Nossa, você já viu a chapinha da Polishop, uma que tem vapor iônico e tira o frizz todinho?
- Não.
- Ah, devia ver. É incrível, eu tô doida para comprar.
- Hum.
- Mas eu uso uma da Ga.ma que também acho ótima, olha meu cabelo como fica.
- Legal.
- Vem cá, qual você usa?
- Nenhuma.
- Sério que você não tem uma? (expressão de quase horror diante da minha resposta)
- Sim.
- Por quê? Acho que toda mulher tem que ter uma chapinha!
- Mas eu não tenho.
- Poxa, se eu fosse você comprava uma.
- Não tenho nada contra quem alisa, só prefiro manter meu cabelo como ele é. Não faço questão de ter chapinha e pronto.
- Ah...

E aí a pessoa calou-se.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Empolgação junina




A melhor parte do recesso de junho/julho é não ter obrigações a cumprir, e ficar largada durante duas semanas. Se você consegue se animar com o São João e está louco(a) para dançar forró, parabéns. Não tenho essa disposição. Na verdade, estou indo até viajar amanhã, mas nada que vá mudar meu espírito inerte. Só estou trocando minha cama pela cama da casa da minha avó. Sintam a decadência.
Enfim, o blog vai ficar sem atualização. Essa é a parte boa, porque ando sem inspiração ultimamente, e isso já serve de justificativa.

P.S. Se você está lendo um post insignificante como este, é porque deve estar mais ou menos como eu. Um abraço para você, colega. Mas se você for uma pessoa que tem vida social e está empolgada com a época, parou no lugar errado. Pode ir aproveitar suas festinhas e não precisa se compadecer com minha situação não, viu. ;)

sábado, 19 de junho de 2010

Ficha limpa, integridade e o cupuaçu

Já faz umas duas semanas que Lula sancionou a nova lei do Ficha Limpa, que começou humildemente como campanha da CNBB - aê, finalmente a igreja fez algo que preste -, e agora nossos queridos políticos não poderão se candidatar caso conste algum podre em seus históricos. Maravilha, vai acabar a corrupção no Brasil. Será?
Não podemos esquecer que, antes do presidente sancionar ou vetar qualquer projeto de lei, o dito cujo precisa ser aprovado por votação no Congresso. Ou seja, primeiro passa pela Câmara dos Deputados e depois vai para o Senado. Alguns tentaram adiar para as próximas eleições, outros tentaram abrir brechas para continuarem no "direito" de estar no poder, tentando tornar a lei inválida para aqueles já condenados antes da sanção, mas nada disso deu certo. Não só já é constitucional, como o TSE já definiu que será aplicada nas eleições de 2010. Tudo muito lindo, coisa inédita no Brasil.
Mas qual corrupto daria um tiro na própria cabeça votando a favor quando ainda era projeto, fazendo de si próprio inelegível? Na Câmara, foi aprovado com 388 votos a favor e apenas um contra. E esse único deputado ovelha-negra disse depois que errou o botão (hein?). Parece piada, mas é verdade, pasmem! Nossa Câmara é muito honesta e nem sabíamos. No Senado, ainda mais admirável: nenhum voto contra, nem por acidente. Já podemos nos orgulhar de tamanha integridade?
Minha opinião: eu tenho esperanças de que essa lei seja realmente útil e nosso país dê um grande passo. Mas não tem como não desconfiar de um resultado como esse, quando se sabe das manchas que existem nos três poderes. Talvez haja algo por trás e eles estejam tramando um plano maquiavélico para ficar onde estão, muahaha. Só resta aguardar as eleições para ver.
Podiam mesmo era fazer uma lei contra político que cria projeto tentando proibir que animais de estimação recebam nome de gente - mas eu vou apoiar este se alguém quiser chamar um pobre cachorro de ACM ou Sarney, é muita ofensa para o bichinho -, ou que o cupuaçu receba título de fruta nacional, porque isso existe mesmo, e podem não ter nenhuma pendência com a justiça, mas são zeros à esquerda e gastam dinheiro público com inutilidades e bizarrices.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Auto-censura

Sabe a sensação de querer dizer algo e não poder? É cruel, mas acontece. Às vezes parece que o silêncio é mais sensato do que a opinião, mesmo que o ato de calar-se seja um tanto frustrante, mas ainda assim sendo melhor que encarar consequências de um 'eu acho' mal expressado, ou talvez mal compreendido. Quando o medo de revelar pensamentos é maior que qualquer vontade de compartilhá-los. Quando se imagina a reação do outro, talvez de forma exagerada, mas que se sabe que não resultará em uma situação confortável.
Palavras não são sempre bem-vindas e é preciso cuidado com elas. São tão causadoras de discórdia e rejeição como do contrário. Mas é mais seguro não expor as conjeturas que se faz quando o efeito pode ser negativo. As pessoas fazem juízos equivocados facilmente, e isso sim é difícil de consertar.
É mais ou menos por isso que tenho um excesso de "prudência ideológica" (ou talvez uma falta de coragem do mesmo caráter), e por enquanto eu até prefiro me manter assim. Quem sabe um dia, talvez, torne-se mais fácil colocar muita coisa para fora. Eu espero que sim.

quinta-feira, 10 de junho de 2010